Nesta quarta-feira (22), parte dos produtos brasileiros vendidos aos Estados Unidos passa a ser taxada em 25%, resultado de uma decisão unilateral do governo americano, que alega supostas práticas desleais do Brasil no comércio internacional. Além disso, o governo brasileiro trabalha com a expectativa de uma nova sobretaxa de 12,5%, com a justificativa de que o Brasil, na visão norte-americana, não impede a importação de produtos vindos de países que adotam o trabalho forçado. No entanto, especialistas ouvidos pela Agência Brasil discordam da avaliação americana e vão além: o Brasil é referência no combate ao trabalho forçado e formas análogas à escravidão. Nova rodada de taxas A taxa de 25% anunciada no último dia 15 é justificada pelo governo de Washington que alega que o país falha em combater o desmatamento, a corrupção e utiliza o Pix para prejudicar empresas americanas, entre outras práticas. O governo brasileiro rejeita as acusações e se dispôs a lançar
Decisões judiciais e evolução da legislação brasileira em relação à atuação das gigantes da tecnologia (big techs) foi um dos argumentos usados pelos Estados Unidos para imposição do tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros. A medida vale a partir desta quarta-feira (22). Porém, de acordo com pesquisadores ouvidos pela Agência Brasil, os Estados Unidos distorceram alguns fatores e usaram o tema como pretexto para punir o Brasil. Para os especialistas, as empresas estrangeiras não podem perceber o país como “terra sem lei” e devem obedecer ao regramento nacional. Diferentemente do que alega o governo dos Estados Unidos, a legislação brasileira não promove ameaça à liberdade de expressão. Essa seria uma narrativa deturpada, conforme destaca o professor Paulo Rená, pesquisador do Instituto de Referência em Internet e Sociedade (Iris). "A falta de regras é o que fere a liberdade de expressão ao permitir que discursos de ódio ataquem minorias e que a desinformação
O idoso de 87 anos que viveu por nove meses acreditando que estava em fase terminal de um câncer no pâncreas, descobriu após novos exames que, na verdade, nunca teve a doença. O caso foi analisado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), que manteve a condenação do Estado e de uma autarquia de saúde por erro médico e aumentou a indenização aos herdeiros do paciente para R$ 50 mil. A decisão foi proferida pela 11ª Câmara de Direito Público do TJSP, que manteve, em parte, a sentença da 3ª Vara da Fazenda Pública da Capital. Segundo os autos, o paciente procurou atendimento hospitalar após apresentar sintomas como pele amarelada, urina escura e perda acentuada de peso. Mesmo sem a realização de exames mais aprofundados, ele foi diagnosticado com neoplasia maligna no pâncreas em estágio terminal e encaminhado para cuidados paliativos. Os documentos médicos presentes no processo registraram crises de ansiedade,
A guerra dos Estados Unidos contra o Irã já consumiu US$ 37,5 bilhões (cerca de R$ 190,8 bilhões) dos cofres norte-americanos, informou nesta terça-feira (21/7) o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth. O valor representa um aumento de quase US$ 8 bilhões em relação à estimativa pública anterior e inclui os custos previstos da operação militar até 30 de setembro. A atualização foi apresentada durante audiência da Comissão de Dotações do Senado, da qual Hegseth participou ao lado do chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine. Foi a primeira vez que o secretário respondeu publicamente a questionamentos de parlamentares desde que as Forças Armadas dos Estados Unidos retomaram as operações militares contra o Irã, no início deste mês. A divulgação do novo custo ocorre em meio ao décimo dia consecutivo de confrontos entre Washington e Teerã, que ampliaram as preocupações sobre os impactos econômicos e energéticos da escalada militar no Oriente Médio. Na